Veja o resumo da noticia

  • Operação policial cumpre mandados contra integrantes da torcida organizada Bamor em Salvador, resultando em prisões e apreensões.
  • Um dos presos é apontado como autor de tentativa de homicídio contra torcedor do Vitória em janeiro, motivada por rivalidade.
  • Foram apreendidos diversos objetos, como facas, soqueiras, celulares e vestimentas, que podem estar relacionados ao crime.
  • Mandados foram cumpridos em diversos bairros de Salvador e em Feira de Santana, incluindo a sede de uma torcida.
  • Advogados da torcida questionam o foco das operações na Bamor, alegando ausência de ações similares contra rivais.
Foto: PCBA
Foto: PCBA

Sete homens foram presos e três adolescentes apreendidos nesta quarta-feira (4), durante uma operação que cumpre mandados judiciais contra integrantes da torcida organizada Bamor, em Salvador. Ao todo, a Justiça expediu 21 mandados, sendo sete de prisão, três de apreensão de adolescentes e 11 de busca e apreensão.

Entre os presos está um homem de prenome Iago, apontado como autor da tentativa de homicídio contra um torcedor do Vitória. O crime ocorreu no dia 17 de janeiro, no bairro de São Rafael.

Na ocasião, um grupo de torcedores cercou as vítimas e as agrediu com socos, chutes e golpes de arma branca. Logo após o fato, três homens foram presos em flagrante e tiveram as prisões convertidas em preventivas pelo Poder Judiciário.

Operação Bandeira Branca

De acordo com o delegado Samuel Levi, a operação teve como objetivo cumprir as ordens judiciais expedidas no curso da investigação que apura o caso. Segundo ele, a ação representa mais uma etapa do procedimento investigatório referente ao ataque registrado em janeiro.

Assim, as medidas judiciais incluíram mandados de prisão temporária, de busca e apreensão domiciliar e de internação provisória de adolescentes. Dessa forma, durante a operação, os policiais apreenderam facas, soqueiras, celulares, carteiras de sócio de torcida organizada e peças de vestuário utilizadas no episódio criminoso.

O que diz a defesa

Segundo os advogados que representam a torcida organizada, mais de dez integrantes foram conduzidos à sede da Polícia Civil, no bairro de Itapuã, para prestar esclarecimentos. De acordo com o advogado Ícaro Andrade, três representantes foram ouvidos e liberados após depoimento.

O advogado Otto Lopes, no entanto, questionou o fato de operações recentes terem como alvo apenas a Bamor. Além disso, ele afirmou que não há registros de ações semelhantes direcionadas à torcida organizada do Vitória.

“E como sempre, o que também nos causa estranheza é que as operações envolvendo torcida organizada neste estado só acontecem na sede da torcida Bamor. Sobre a torcida do Vitória nunca aconteceu nenhum tipo de operação, mesmo com fatos correlatos da mesma magnitude, e nunca é alvo de operação”, afirmou.