policial militar morto em Salvador
Reprodução

O terceiro suspeito de envolvimento na morte do policial militar, baleado após reagir a uma tentativa de assalto às margens da Avenida Lafayette Coutinho, a Avenida Contorno, em Salvador, foi identificado como Gabriel dos Santos, de 25 anos. Segundo a polícia, ele estava em uma motocicleta e teria levado um dos suspeitos até o local onde ocorreu o crime.

A defesa, no entanto, nega qualquer participação de Gabriel. Ele se apresentou à polícia nesta terça-feira (20). Em entrevista à TV Bahia, o advogado Lucas Cavalcanti afirmou que o jovem trabalha como mototaxista e foi contratado apenas para realizar uma corrida. Na garupa da motocicleta estava Vitor Souza da Silva, de 23 anos, que morreu durante a troca de tiros com o policial. Vitor havia deixado o Conjunto Penal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, em agosto de 2024.

Gabriel não tem nenhum tipo de participação nessa conduta. Ele exerce uma atividade lícita, nunca foi preso e jamais se envolveu com qualquer prática criminosa. Ele apenas foi chamado para fazer uma corrida de mototáxi. Quem solicitou a corrida foi o responsável por toda a ação”, afirmou o advogado.

Ainda de acordo com a defesa, após deixar Vitor no local, Gabriel seguiu viagem e, poucos metros à frente, ouviu disparos de arma de fogo. “Assustado, ele retornou e se deparou com uma cena que não conseguiu compreender, mas que claramente indicava uma troca de tiros. Com medo, acabou indo embora. Reitero que ele não teve qualquer participação na atividade criminosa”, disse Cavalcanti.

Investigação

A motocicleta utilizada por Gabriel pertence a Geovane de Oliveira da Silva, de 26 anos, apontado como outro suspeito do crime. Ele aparece em imagens gravadas por um motorista por aplicativo que passava pela avenida no momento da troca de tiros. Geovane se apresentou espontaneamente à polícia nesta semana, assim como Gabriel.

Segundo a defesa, Geovane adquiriu a motocicleta para que Gabriel pudesse trabalhar como mototaxista. “Foi um pedido de um amigo, algo comum. Ele comprou o veículo e o entregou a Gabriel para que pudesse exercer a atividade profissional”, concluiu o advogado.