Foto: Aparecido Silva/PS Notícias
Foto: Aparecido Silva/PS Notícias

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), integrante da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador, reforçou durante a Mudança do Garcia, nesta segunda-feira (16), o coro contra o feminicídio. Mas, além disso, a legisladora destacou, em entrevista ao PS Notícias, a importância de uma das principais pautas do ano para a cidade: o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).

Segundo Aladilce, o tema ganha maior destaque em ano eleitoral e afirma que o Plano estará na ordem dia na CMS. “Não dá para aceitar esse atraso, não da para aceitar ser a penúltima renda, ser uma grande cidade pobre. Cabe aos gestores a responsabilidade de planejar, sair dessa situação. É um debate que está relacionado com o PDDU, porque é direito uma cidade que se desenvolva”, ressaltou.

A vereadora ainda declarou que a falta de planejamento é responsável pelo índice de pobreza na capital baiana. Aladilce também refutou declarações do prefeito Bruno Reis (União Brasil) que apontam independência econômica do Município.

“Não é verdade. No orçamento de Salvador, 40% é de transferência dos governos federal e estadual para o município, então não anda com as próprias pernas”, afirmou.

Dentre os setores afetados com a falta de avanço do PDDU, a vereadora também citou transporte, habitação, saúde e educação.

Aladilce e Senado

No cenário eleitoral, a vereadora foi questionada sobre uma eventual composição na chapa do governo nas próximas eleições. Aladilce tem nome ventilado para suplência no Senado pelo PCdoB.

“Eu acompanho o projeto pela construção da democracia no país desde a década de 70. De lá para cá venho me colocando, como movimento sindical e feminista. Na Câmara estou no quinto mandato e nosso nome está à disposição. Não vou ser candidata a deputada, mas ao Senado eu topo com todo gosto. Cargo efetivo ou suplência”, disse, animada com a possibilidade.