
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para presidente da República pelo Partido Liberal (PL) vai mexer com o tabuleiro político na Bahia. Essa é a análise do cientista político João Vilas Boas, que foi entrevistado no programa Ligação Direta, na Salvador FM, na noite desta quarta-feira (7).
Conforme apontado pelo pesquisador, o nome de Flávio Bolsonaro como candidato da direita na corrida presidencial vai impactar diretamente os planos de ACM Neto (UB), pré-candidato a governador, e de João Roma, presidente do PL na Bahia e que vem sendo cotado para disputar uma vaga no Senado na chapa majoritária de Neto.
“O pré-candidato ACM Neto estava em um cenário minimamente confortável, voltando aos holofotes e organizando erros da eleição passada. Um deles foi não ter feito aliança com o PL e sobretudo com o João Roma [em 2022]. Ele tinha costurado esse apoio e tinha massificado, ou seja, estava numa relação de tranquilidade com o PL [de João Roma]”, contextualizou Vilas Boas.
Agora, com o anúncio de Flávio Bolsonaro, o PL poderá ter que viabilizar palanques nos estados com candidaturas próprias.
“A partir do momento que Flávio Bolsonaro se coloca como pré-candidato ao Palácio do Planalto, isso faz com que abra a necessidade de se ter palanques estaduais em territórios importantes. A Bahia é um território importante. João Roma, que já estava minimamente acomodado com ACM Neto, com a vaga ao Senado garantida, passa a ser forçado a ter uma candidatura ao governo, o que pode vir a repetir o erro de 2022 com ACM Neto. Então, essa pré-candidatura de Flávio Bolsonaro mexe bastante com a configuração do nosso jogo político”, explicou o cientista político
Vilas Boas lembrou, inclusive, que alguns parlamentares do PL passaram a cobrar de João Roma um posicionamento assim que Flávio Bolsonaro publicou a decisão de concorrer ao Palácio do Planalto.


