
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados terá mudança de comando na retomada dos trabalhos legislativos neste ano de 2026. O colegiado é a principal porta de entrada das proposições que tramitam na Casa tem como competência analisar a constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa dos projetos.
Agora, quem assume a presidência da CCJ é o deputado baiano Leur Lomanto Júnior, do União Brasil. Ele vai substituir o também deputado baiano e colega de partido Paulo Azi.
Leur Júnior chega ao comando colegiado em um momento estratégico por causa da expectativa de análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, uma das pautas prioritárias do governo federal na agenda trabalhista.
O nome do parlamentar baiano já circulava nos bastidores e foi confirmado publicamente pelo deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), líder do partido na Câmara, em publicação nas redes sociais. Ao comentar o destravamento da proposta sobre a jornada de trabalho, ele disse que o debate ocorrerá sob a presidência de Lomanto Júnior.
“O presidente Hugo Motta vai encaminhar à CCJ a proposta sobre a escala 6×1, que será debatida sob a presidência do deputado Leur Lomanto Jr., indicação do União Brasil”, escreveu.
A proposta é considerada uma das mais sensíveis da agenda do governo Lula no Congresso e deve provocar forte embate entre governistas, oposição e representantes do setor produtivo. Nesse contexto, a atuação do novo presidente da CCJ será determinante para o ritmo e o desfecho da discussão.
Quem é Leur Lomanto Júnior
Deputado federal pelo segundo mandato, Leur Lomanto Júnior nasceu em Salvador, em 28 de outubro de 1976. Turismólogo e empresário, foi deputado estadual da Bahia por três mandatos antes de chegar à Câmara. Ele é neto do ex-governador baiano Lomanto Júnior e filho do ex-deputado federal Leur Lomanto. Também preside a Associação Desportiva Jequié.
Entre 2023 e o primeiro semestre de 2024, ele presidiu o Conselho de Ética da Câmara, função que ampliou sua visibilidade interna e o credenciou para assumir o comando da CCJ em um momento de alta tensão política e legislativa.


