Veja o resumo da noticia

  • Deputado Diego Coronel nega ligação com controlador do Banco Master e defende apuração das denúncias contra a instituição financeira em vídeo.
  • Coronel anuncia assinatura de pedidos para CPI e CPMI para investigar o caso do Banco Master na Câmara e no Congresso Nacional.
  • Investigação da Polícia Federal aponta contato de Coronel em celular apreendido de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
  • Aparelho de Vorcaro, usado para contatos institucionais e empresariais, continha agenda com nomes como Hugo Motta e Arthur Lira.
Diego Coronel (PSD). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Diego Coronel (PSD). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal Diego Coronel publicou nesta quinta-feira (5) um vídeo em suas redes sociais em que nega qualquer ligação com o controlador do Banco Master e defende a apuração completa das denúncias contra a instituição financeira.

No vídeo, ele anunciou que assinou os pedidos de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados e de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional, para investigar o caso.

“Quem não deve, não teme. Nunca tive qualquer contato com o dono do Banco Master. O povo brasileiro merece que tudo seja esclarecido. Por isso, eu assinei a CPI da Câmara dos Deputados e assinei também a CPMI na Câmara e do Senado, para que a gente possa investigar o caso a fundo”, afirmou Coronel.

O parlamentar reforçou seu compromisso com a transparência: “É fundamental que todas as informações venham à tona e que qualquer irregularidade seja apurada com transparência. Sou deputado federal e tenho um compromisso com a verdade, a transparência e o respeito com a população brasileira. Vamos juntos”, completou.

Entenda

A investigação da Polícia Federal envolvendo o empresário Daniel Vorcaro apontou que o deputado aparece entre os contatos registrados em um celular apreendido do empresário.

O aparelho, apontado pelas autoridades como telefone “comercial” de Vorcaro, era usado para contatos institucionais e empresariais. Ele foi apreendido no ano passado e segue em análise técnica pela Polícia Federal.

A agenda do empresário incluía o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o ex-presidente Arthur Lira e o deputado Nikolas Ferreira, entre outros nomes.