Lula ao lado das lideranças petistas da Bahia nesta sexta-feira (6). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula ao lado das lideranças petistas da Bahia nesta sexta-feira (6). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula participou, nesta sexta-feira (6), de uma cerimônia de entrega de ambulâncias e equipamentos de saúde em Salvador. O ato ocorreu no Parque de Exposições e reuniu ministros, senadores, parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversas regiões da Bahia.

Durante seu discurso, o presidente relembrou seu histórico de descrédito com candidaturas do PT ao governo do estado desde Jaques Wagner em 2006, passando por Rui Costa em 2014 e Jerônimo Rodrigues em 2022.

Ele revelou que sua descrença com as candidaturas petistas sempre foi externada a Wagner, que era seu ministro do Trabalho desde a primeira gestão em 2003.

“Quando Wagner foi candidato, eu era contra. Era meu ministro do Trabalho, eu dizia ‘você vai perder, cara. Lá, o carlismo é muito forte’. Ele tinha 3%, o outro tinha sessenta e não sei quanto. ‘Não saia do governo, fique comigo’. Ele respondia: ‘Eu vou sair, vou ganhar as eleições’. Falei: ‘coitado’. Pois o filho da mãe veio para cá e ganhou no primeiro turno. Se reelegeu no primeiro turno”, rememorou Lula.

O chefe do Palácio do Planalto disse que a mesma desconfiança ocorreu quando Wagner decidiu lançar o agora ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao governo da Bahia.

“Depois, [Wagner] inventou de lançar Rui. Eu disse: ‘Você já viu que Rui nem dá risada? Oh baianinho mal humorado, não dá risada, é duro. É um cabra duro’. Wagner falou: ‘Mas ele é competente, foi meu chefe da Casa Civil, sei da competência dele’. Eu disse: ‘Wagner, eu acho que você vai perder as eleições’. [Rui] Ganhou no primeiro turno e se reelegeu no primeiro turno”, relatou.

Por fim, Lula disse que também não acreditava na candidatura de Jerônimo Rodrigues.

“Depois, quem vai ser candidato? Inventaram um tal de Jerônimo Rodrigues. O único Jerônimo que eu conhecia era de uma novela Herói do Sertão. ‘Wagner, vocês vão perder’. Ele respondia: ‘Nós vamos ganhar, presidente’. E ganharam”, arrematou o presidente.

Agora, depois de vivenciar o histórico de vitórias do partido, o petista disse que quando vem à Bahia, vem para aprender: “Não venho para ensinar, venho para aprender”.

Afago a Otto Alencar

Ainda durante o seu relato de desconhecimento das lideranças políticas da Bahia, disse que não conhecia o senador Otto Alencar, atual presidente estadual do PSD.

Lula ao lado do senador Otto Alencar. Foto: Ricardo Stuckert/PR

No entanto, afirmou que agora nutre uma amizade pelo cacique pessedista para “o resto da vida.

“Eu não conhecia o Otto. Eu encontrava esse velhinho de cabelo branco. Meia hora de conversa com Otto e nasceu uma amizade que vai durar pelo resto da vida. Porque eu o respeito e ele me respeita”, elogiou.

Assista ao relato de Lula: