Ex-presidente Michel Temer. Foto: Cesar Itiberê/PR
Ex-presidente Michel Temer. Foto: Cesar Itiberê/PR

O ex-presidente Michel Temer se manifestou após ser alvo de sátira no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite de domingo (15), na Marquês de Sapucaí. O enredo da escola fez uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Em nota, Temer afirmou que a presença de sátira política nos desfiles faz parte da tradição do Carnaval, mas criticou o que classificou como distorções no conteúdo apresentado.
“A sátira política é parte da tradição do Carnaval”.

Na sequência, o ex-presidente disse ver problemas quando o desfile adota uma narrativa que, segundo ele, ignora medidas adotadas por governos anteriores.
“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, os juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, afirmou.

Na apresentação da escola, Temer foi representado na comissão de frente por um ator que aparecia retirando a faixa presidencial da então presidente Dilma Rousseff. Em seguida, a faixa era entregue a um palhaço, que simbolizava Jair Bolsonaro.

Confira a nota na íntegra:

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.