Senador Otto Alencar. Foto: Vagner Souza/PS Notícias
Senador Otto Alencar. Foto: Vagner Souza/PS Notícias

O presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, afirmou que o partido não aceitará a oferta feita pelo PT para a formação da chapa majoritária nas eleições deste ano. O PT teria oferecido uma vaga de suplente para senador a Angelo Coronel (PSD) e a vaga de vice-governador para Diego Coronel (PSD).

Conforme publicação da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, Otto afirmou que o partido não aceita essa conjuntura, que resultaria em mandar um senador para a suplência.

“Isso fere o amor próprio dele [Angelo Coronel]. É uma proposta que não deveria ter sido feita”, teria dito o presidente do PSD baiano.

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Atualmente, a tendência é que o governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato à reeleição, lidere uma chapa puro-sangue, que terá dois petistas disputando as duas vagas ao Senado: o senador e ex-governador Jaques Wagner e o também ex-governador e ministro da Casa Civil Rui Costa.

A entrada de Rui e Wagner no páreo para o Senado exclui o senador Angelo Coronel, que pretende concorrer à reeleição.

Intervenção de Lula

Diante do impasse, ainda segundo a Coluna do Estadão, o presidente Lula será acionado para resolver o conflito entre os aliados baianos.

Apesar do entrave, o presidente do PSD, Otto Alencar, afirma que o partido permanece na aliança histórica com o PT.

Ainda durante entrevista ao diário paulista, Otto Alencar externou sua discordância com formação de chapa puro-sangue e mencionou como exemplo a candidatura de Paulo Souto em 2006, que concorreu à reeleição com Eraldo Tinoco no posto de vice e perdeu para Wagner na ocasião.

Assim, o entendimento de Otto é que chapa puro-sangue pode resultar em derrota. “Chapa carniça pode dar problema”, teria alertado o cacique do PSD baiano.

Nota à imprensa

Logo após o jornal paulista publicar a entrevista, a assessoria do senador baiano emitiu uma nota à imprensa esclarecendo que o congressista não utilizou nenhum termo pejorativo para se referir ao grupo político aliado. Inicialmente, a coluna do jornal havia publicado que ele classificou a chapa puro-sangue do PT como “carniça”.

“O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político, respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações”, diz um trecho da nota.

Confira a nota completa do senador Otto Alencar:

O senador Otto Alencar repudia veementemente a matéria publicada nesta sexta-feira (16) pelo jornal O Estado de S. Paulo, assinada pelo jornalista Daniel Weterman.

Em nenhum momento o senador utilizou qualquer termo pejorativo para se referir a adversários políticos ou aliados, tampouco a expressão que lhe foi atribuída.

Presidente do PSD na Bahia e da CCJ no Senado, Otto Alencar apenas relembrou, em entrevistas, que chapas chamadas de “puro-sangue”, historicamente, não obtiveram êxito eleitoral, citando como exemplo a eleição de 2006 na Bahia, quando uma chapa da oposição, encabeçada pelo mesmo partido (Paulo Souto / Eraldo Tinoco) foi derrotada por Jaques Wagner, que se elegeu governador do Estado.

O senador Otto reafirma seu compromisso com o debate político, respeitoso e responsável e rechaça a distorção de suas declarações.