Veja o resumo da noticia
- O procurador-geral de Justiça Pedro Maia reafirmou a atuação firme do MPBA contra a infiltração do crime organizado nas eleições.
- Organizações criminosas exploram a fragilidade do Estado,rivalizando com o poder público em serviços essenciais às comunidades.
- O MPBA atuará com o Ministério Público Eleitoral, inteligência e GAECO para enfrentar o crime organizado no pleito.
- O CNPG planeja operações nacionais de combate ao crime organizado, visando evitar a infiltração no processo eleitoral.
- O Ministério Público mantém diálogo com TRE-BA e TSE para fortalecer a prevenção contra infiltrações criminosas.
- A Bahia enfrenta desafios na segurança pública, porém, sem infiltração do crime organizado nos cargos de cúpula.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, Pedro Maia, afirmou nesta sexta-feira (27) que o órgão atuará de forma firme para impedir que o crime organizado se infiltre no processo eleitoral. A fala ocorreu durante a cerimônia de recondução à chefia do MPBA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB)
Pedro Maia destacou que organizações criminosas tentam ocupar espaços onde a presença do Estado é frágil. Segundo ele, esses grupos exploram serviços essenciais e passam a rivalizar com o poder público.
“Substâncias entorpecentes ilícitas, tráfico de armas, práticas de crimes de forma organizada para ocupar uma comunidade onde a presença do Estado é frágil e, a partir disso, começar a explorar serviços como o transporte de gás, internet, cobrar segurança privada e comerciantes. Então, o crime organizado rivaliza com o Estado e o que o Estado precisa fazer para enfrentar o crime organizado é a presença”, afirmou.
Atuação no processo eleitoral
No cenário eleitoral, Pedro Maia alertou para o risco de organizações criminosas tentarem influenciar ou ocupar cargos públicos.
“O processo eleitoral, dentro de uma democracia com a dimensão da democracia brasileira, exige necessidade de cuidado no enfrentamento ao crime organizado para que ele não se aproprie do próprio Estado, ocupando cargos de gestão e mandatos autorizados pela população, porque se sabe que o crime organizado tem recurso e pretensões de dominar o Estado”, declarou.
De acordo com o procurador-geral, o Ministério Público da Bahia atuará em conjunto com o Ministério Público Eleitoral. Promotores e procuradores eleitorais trabalharão de forma alinhada, com apoio dos órgãos de inteligência e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
“O Ministério Público Baiano vai fazer uma atuação muito firme, juntamente com o Ministério Público Eleitoral. Os promotores e procuradores eleitorais atuarão alinhados. Nossos órgãos de inteligência e o GAECO estão acompanhando as movimentações e deflagraremos, operações de enfrentamento a essas organizações criminosas e essas pessoas que estarão ou estariam sendo financiadas por organizações criminosas”, afirmou.
Operações e diálogo institucional
No âmbito nacional, Pedro Maia destacou a atuação do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais, por meio do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GICOC).
“No Nacional, o CNPG, através do GICOC, Grupo Nacional de Comarques das Organizações Criminosas, pretende realizar, ao menos, duas operações padrão ouro, como a Carmona Oculto, que foi realizada no ano passado, de enfrentamento à criminalidade organizada e, certamente, essas operações terão vinculação com o enfrentamento ao crime organizado, no intuito de infiltração dessa modalidade criminosa dentro do processo eleitoral, para financiar ou até eleger integrantes de suas fileiras”
Além disso, ele salientou que o MP tem mantido diálogo com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e com o Tribunal Superior Eleitoral para fortalecer a prevenção a possíveis tentativas de infiltração criminosa no processo eleitoral.
Por fim, Pedro Maia avaliou que a Bahia tem um cenário desafiador na área de segurança pública, mas que, até o momento, não resgistra infiltração do crime organizado.
“A Bahia, se tem um cenário desafiador na segurança pública, eu posso dizer que, ainda bem, que esse cenário desafiador não passa pela infiltração do crime organizado nos cargos de cúpula dos poderes e das instituições de Estado”, concluiu.


