Política

‘Perseguição política’: bolsonaristas baianos criticam pedido de condenação de Jair Bolsonaro

Políticos reforçaram apoio ao líder da direita no país

Foto: Divulgação/Alba
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O pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete investigados por tentativa de golpe de Estado gerou reações de bolsonaristas baianos nas redes sociais nesta terça-feira (15).

O deputado estadual Diego Castro (PL) afirmou que Bolsonaro é alvo de perseguição política e colocou em dúvida a imparcialidade do processo penal conduzido pelo STF.

“Soberano é o povo! Enquanto perseguem Bolsonaro com processos políticos, reafirmo meu apoio ao maior líder conservador do Brasil. O que está em jogo vai muito além de um julgamento: é a tentativa de destruir a liberdade, a fé e a vontade de milhões de brasileiros”, escreveu.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

No mesmo tom, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) classificou a situação como “inacreditável”.

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Já o deputado federal Capitão Alden (PL), uma das principais figuras do bolsonarismo na Bahia, comparou o pedido de condenação feito pela PGR com o arquivamento da investigação contra o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Circo!”, escreveu.

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O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), também se manifestou. Para ele, a Justiça tenta calar “quem sempre lutou pelo Brasil”, enquanto “os verdadeiros corruptos seguem blindados”.

“A PGR, sob influência política, pede a condenação de Bolsonaro por ‘tentativa de golpe’, mas ignora os abusos, a censura e o desrespeito à Constituição cometidos por quem hoje ocupa o poder. Força, capitão”, acrescentou.

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Entenda

Na noite de segunda-feira (14), a PGR pediu ao STF a condenação de Jair Bolsonaro por entender que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que teria articulado um golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.

Em junho, durante interrogatório na Suprema Corte, Bolsonaro negou envolvimento.

O julgamento ainda não tem data marcada, mas deve ocorrer em setembro. Agora, a defesa de Mauro Cid, delator no caso, tem 15 dias para apresentar as alegações finais. Em seguida, os demais réus também terão o mesmo prazo. Após isso, a Primeira Turma do STF definirá a data do julgamento.