Foto: ASCOM/STF
Foto: ASCOM/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a saída da relatoria do inquérito que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso.

Segundo a investigação, o nome de Toffoli foi citado em mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Diante da situação, o ministro optou por deixar a condução do processo. A partir de agora, caberá a Edson Fachin fazer a redistribuição do inquérito para outro integrante do STF.

Em nota oficial, os ministros do Supremo manifestaram apoio a Dias Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento.

“Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.

Além disso, a Corte ressaltou ainda que a decisão de deixar a relatoria partiu do próprio Toffoli.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”

Com a medida, o caso seguirá normalmente no STF sob a responsabilidade de um novo relator, a ser definido pela Presidência do tribunal.