
O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), voltou a comentar a polêmica envolvendo o atraso de obras estruturantes prometidas pelo governo do Estado para o município. Em declaração recente, o gestor afirmou que sua eventual migração para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) depende do cumprimento de compromissos assumidos com a cidade.
Entre as intervenções citadas por Cocá estão o aeroporto regional, o sistema de drenagem, projetos de irrigação e obras viárias consideradas estratégicas para o desenvolvimento da região.
“Nós temos obras estruturantes que, infelizmente, não saíram do papel ainda, como o aeroporto regional ali daquela região de entrocamento de Alacara, a questão do sistema de drenagem, a questão do sistema de irrigação, a avenida nova. São obras que eram necessárias para a nossa região. Eu não teria discurso. Qual discurso eu teria se isso foi prometido há três anos e até hoje, infelizmente, ainda não conseguiu rodar?”, afirmou em entrevista no Ministério Público da Bahia, nesta sexta-feira (27).
O prefeito reforçou que a discussão é legítima e que aguarda uma sinalização concreta do governo estadual. “Eu estou esperando ainda que isso aconteça. Espero que nesses dez, quinze dias a gente tenha uma sinalização importante para que, aí sim, a gente tome uma posição política”, reforçou Zé Cocá.
Relação partidária
Cocá destacou que uma eventual mudança de partido ou de posicionamento político exige mais do que alinhamento circunstancial. “Para me mudar de partido, eu teria que ter uma condição muito forte. Teria que ter um projeto também de partido. Eu tenho uma ligação muito forte no PP. Cacá Leão e João Leão são amigos pessoais. Eu não me ligaria a partido sem haver um projeto de partido primeiro”, salientou.
A declaração ocorre em meio às articulações políticas na Bahia e alimenta especulações sobre o futuro alinhamento do prefeito nas próximas eleições. “Se não houver uma movimentação urgente, uma reforma política grande, uma reforma tributária, uma reforma geral, fica ingovernável o país”, opinou.
O prefeito avalia que o cumprimento das obras prometidas teria impacto direto na economia regional e poderá influenciar sua decisão política. Nos bastidores, a fala foi interpretada como um recado claro: o apoio formal à base governista dependerá de entregas concretas para Jequié.


