Veja o resumo da noticia

  • Escola Maria Felipa em Salvador, após anúncio de encerramento, reverterá a decisão e continuará funcionando sob novo modelo institucional.
  • A escola manterá metade das vagas para mensalistas e a outra metade para bolsistas, garantindo a continuidade do projeto educacional.
  • Mobilização com ato no Porto da Barra e doação de R$ 400 mil de um artista anônimo foram cruciais para a mudança de decisão.
  • Escola busca arrecadar R$ 200 mil para quitar dívidas através de vaquinha online e conta com apoio de emenda parlamentar.
  • A instituição planeja convênios com o setor público e busca profissional para captação de recursos filantrópicos e governamentais.
Foto: Divulgação
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A Escola Maria Felipa, a primeira afro-brasileira do Brasil, seguirá funcionando em Salvador. O anúncio aconteceu através das redes sociais da instituição, na noite desta sexta-feira (9), dois dias após a decisão de encerramento.

As sócias Bárbara Carine e Maju Passos se uniram em um vídeo e agradeceram toda a mobilização. Segundo elas, a unidade vai continuar as atividades, através de um novo modelo.

“Vamos fechar enquanto escola privada, mas vamos instantaneamente reabrir como escola dentro do CNPJ do nosso instituto. Reabriremos com metade das crianças mensalistas e metade das crianças bolsistas”, disseram as responsáveis.

Um ato realizado no Porto da Barra, na manhã de quinta-feira (8), reuniu profissionais e ex-funcionários da escola, além de familiares de alunos e demais apoiadores. Após a manifestação, um artista baiano, que não teve o nome revelado, entrou em contato oferecendo uma ajuda de R$ 400 mil.

Agora, a escola tenta arrecadar mais R$ 200 mil para quitar as dívidas, através de uma vaquinha on-line que, com 1h de funcionamento, já acumulava mais de R$ 11 mil em doações. Os interessados podem contribuir através deste link.

Além do artista, a deputada federal Olívia Santana (PCdoB), se comprometeu a mobilizar para uma emenda parlamentar em prol do instituto.

“Também estamos nos movimentando para convênios do instituto com a esfera pública. Nesse novo formato contrataremos um/uma profissional de captação do terceiro setor na intenção de busca pela estabilidade da iniciativa para os próximos anos através de captação de recursos de instituições filantrópicas e governamentais para o nosso instituto”, explicaram.

Na publicação, famosos como o cantor Saulo Fernandes e a atriz Leandra Leal demonstraram apoio à decisão.

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