Veja o resumo da noticia
- Explosão em prédio residencial no bairro do Stiep, Salvador, causa ferimentos em 16 pessoas devido a vazamento de gás GLP.
- Codesal e Corpo de Bombeiros atuam no local; dois prédios seguem interditados por risco estrutural aos moradores.
- Avaliação técnica em andamento para definir futuro da estrutura: reconstrução ou demolição total estão em análise.
- Defesa Civil, DPT e engenheiros monitoram a situação e produzem relatório sobre os danos e riscos remanescentes.
- Focos de incêndio são combatidos em meio aos escombros, dificultando a avaliação completa da estrutura afetada.

O diretor-geral da da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Adriano Silveira, não descartou a demolição total do prédio que explodiu, no bairro do Stiep, em Salvador. Na manhã desta segunda-feira (2), o titular concedeu entrevista exclusiva ao PS Notícias e atualizou sobre as condições da estrutura.
O caso aconteceu na última sexta-feira (27) e deixou 16 pessoas feridas. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, Aloisio Fernandes, a explosão aconteceu após um vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no apartamento 204. Inicialmente, a corporação se deslocou para atender a uma ocorrência de vazamento de gás, no entanto a explosão ocorreu.
Adriano Silveira explicou que dois dos quatro prédios do condomínio ainda seguem interditados por uma questão de risco aos moradores. Assim, à medida que acontecer a demolição da parte remanescente do edifício que teve a explosão, terá um corredor de segurança coberto para que os moradores do outro prédio B já possam adentrar nas unidades habitacionais. Contudo, ainda há possibilidade de demolição total da o prédio que sofreu a explosão.
“Um dos pontos de análise é a possibilidade de reconstrução. Isso não está fora do nosso radar, a gente está analisando essa possibilidade, como também a possibilidade de uma demolição total. Tudo vai depender, como eu falei, da análise dos estruturalistas, da nossa equipe de engenharia e de arquitetura. Por enquanto, é prematuro ainda a gente dar uma posição mais concreta do que será feito com essa estrutura em virtude dessa explosão”, explica o diretor-geral da Codesal.
Análise e acompanhamento da situação
A Defesa Civil, o Departamento de Polícia Técnica (DPT), Corpo de Bombeiros e engenheiros estruturalistas acompanham a situação. O relatório técnico está em produção para definir se os danos são irreversíveis ou se estrutura pode ser preservada.
“A gente tem muito material inflamável lá ainda, embaixo dos escombros, e a todo momento a gente tem esse trabalho de resfriamento. Então o Corpo de Bombeiros foi acionado agora de manhã, já veio aqui e conseguiu debelar esse novo foco de incêndio. Ontem nós adentramos o prédio, realmente o cenário terrível, é muita tristeza ver que famílias aqui, né, famílias que construíram seu patrimônio durante muitos anos acabaram se prejudicando”, detalha Adriano Silveira.


