Foto: Reprodução
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Os publicitários baianos João Santana e Mônica Moura, conhecidos por coordenar as campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010), teriam recebido mais de US$ 10 milhões em espécie diretamente de Nicolás Maduro, em 2012.

Na época, Maduro era ministro das Relações Exteriores do então presidente Hugo Chávez (1954-2013), que se preparava para a reeleição ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano.

O casal foi recomendado a Chávez por políticos do PT, incluindo o ex-deputado federal José Dirceu, mas o contato inicial teria sido feito diretamente por Lula.

Além de atuar na campanha de Chávez, João Santana e Mônica Moura também coordenaram a primeira campanha presidencial de Nicolás Maduro, em 2013.

Em depoimento à investigação, Mônica Moura afirmou que cobrou US$ 35 milhões, mas que o valor não teria sido pago integralmente. Segundo ela, não havia contrato formal e todo o pagamento foi feito em caixa 2, proveniente de três fontes: políticos venezuelanos via Maduro e outras duas oriundas de empreiteiras.

Posteriormente, João Santana e Mônica Moura conseguiram reverter os processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Edson Fachin anulou as condenações em 19 de dezembro de 2023, e, em 18 de junho de 2024, o ministro Dias Toffoli também anulou as provas apresentadas pela empreiteira Odebrecht contra o casal.