Veja o resumo da noticia
- A Escola Maria Felipa de Salvador encerra atividades devido a dificuldades financeiras, após nove anos de funcionamento e investimento pessoal das sócias.
- O projeto educacional, focado em ensino antirracista e afrocentrado, investiu mais de um milhão de reais na unidade de Salvador.
- As sócias Bárbara Carine e Maju Passos expressam gratidão e esperança de retomar o projeto em Salvador no futuro.
- A unidade do Rio de Janeiro, em parceria com Leandra Leal, continua operando e demonstra crescimento no número de matrículas.

A Escola Maria Felipa, a primeira afro-brasileira do Brasil, anunciou, nesta quarta-feira (7), o encerramento das atividades na unidade de Salvador, que ficava no bairro do Garcia. Fundada há nove anos pela influenciadora Bárbara Carine, e pela mestranda em dança Maju Passos, o ensino tinha como foco uma educação antirracista, afrocentrada e trilíngue.
O comunicado foi publicado nas redes sociais da escola. No texto, as sócias apontaram dificuldades financeiras.
“Após o investimento de mais de um milhão de reais de recursos pessoais (na sede em Salvador) e muito investimento emocional e por vezes de saúde também, elas decidiram encerrar a operação”, disse o texto.
As empresárias agradeceram às crianças e famílias Salvador é nossa cidade e lamentaram o encerramento. No entanto, segundo elas, existe o sonho de retornar o ensino, em outro cenário.
“Salvador é o nosso lugar no mundo. A Bahia é a terra de Maria Felipa, nossa heroína. Por isso lutamos todos esses anos pela manutenção do projeto na cidade. Entretanto, chegamos ao entendimento que, no momento, não é possível darmos continuidade. Esperamos, em outra conjuntura, darmos continuidade neste sonho por aqui”.
A unidade do Rio de Janeiro, inaugurada em sociedade com a atriz Leandra Leal, há menos de um ano, seguirá funcionando.
Veja nota na íntegra:
“Informamos que a escola afro-brasileira Maria Felipa Salvador encerrará as suas atividades enquanto escola privada.
As sócias Bárbara e Maju ao longo de todos esses anos (foram 9 anos de existência na cidade, dos quais 7 foram anos letivos) buscaram diversos caminhos de sustentabilidade do negócio. Entretanto, após o investimento de mais de um milhão de reais de recursos pessoais (na sede em Salvador) e muito investimento emocional e por vezes de saúde também, elas decidiram encerrar a operação e seguir apenas com a unidade do Rio de Janeiro, que está caminhando para a autossuficiência, tendo quadruplicado o seu número de matrículas em 1 ano.
Salvador é nossa cidade. Nosso lugar no mundo. A Bahia é a terra de Maria Felipa, nossa heroína. Por isso lutamos todos esses anos pela manutenção do projeto na cidade. Entretanto, chegamos ao entendimento que, no momento, não é possível darmos continuidade. Esperamos, em outra conjuntura darmos continuidade neste sonho por aqui.
Queremos agradecer a todas as pessoas que contribuíram com a construção desse projeto que transforma tantas vidas na nossa cidade de Salvador. Agradecemos às nossas crianças (razão do nosso existir), agradecemos às/aos profissionais de educação que atuaram todos esses anos nesse sonho, agradecemos às famílias que confiaram a sua maior preciosidade em nossas mãos. Nossas histórias mudaram para melhor por meio deste nosso encontro com cada um/uma de vocês.
Com amor, consciência e esperança.
Escola afro-brasileira Maria Felipa – unidade Salvador
Sócias: Bárbara Carine e Maju Passos”


