Veja o resumo da noticia

  • Bailarina Marília Nascimento idealiza projeto social de ballet, beneficiando 130 crianças em Lobato e Pituaçu, Salvador.
  • Após décadas ensinando ballet e encerrando sua escola em 2021, Marília dedica-se ao projeto social Dança Criança.
  • Iniciativa oferece aulas em espaços cedidos, com equipe engajada e coordenação de Marília Nascimento.
  • Espetáculo de 2025 no Teatro Jorge Amado celebra resultados e reforça a dança como ferramenta de pertencimento.
Foto: Milena Dias/Divulgação
Foto: Milena Dias/Divulgação

Um projeto social de ballet contempla 130 crianças nos bairros Lobato e Pituaçu, em Salvador. A autora da ação é a bailarina Marília Nascimento que, desde a infância, tem como missão central a atuação artística e social.

Bailarina formada nos palcos e fundadora de sua própria escola em 1987, ela dedicou mais de 40 anos ao ensino ao ballet na capital baiana, formando gerações de alunas. Em 2021, encerrou as atividades da escola que levava seu nome, para dar início a um novo ciclo, igualmente intenso e dedicado ao trabalho comunitário.

O fechamento da escola de ballet Marília Nascimento deu folego ao desejo de realizar o projeto social batizado de Dança Criança. Atualmente, a iniciativa atende 130 crianças em doze turmas, em espaços cedidos no centro Espírita Cidade da Luz, em Pituaçu, e no Reforço Escolar da Rainha, na Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Lobato.

“Os nossos resultados foram muito além do que imaginamos”, destaca.

Marília está à frente da coordenação do projeto e conta com uma equipe de professoras que compartilham o comprometimento.

“Sempre busquei fazer um bom trabalho, onde quer que esteja. Acredito que o trabalho de formiguinha muda os caminhos, transforma realidades.”

Em dezembro de 2025, o grupo realizou espetáculo no Teatro Jorge Amado, reunindo familiares e comunidade. Este ano, as aulas do projeto já começaram desde o dia 23 de fevereiro. Para Marília, a dança segue como ferramenta de pertencimento e construção de sonhos.

“É um sonho que não é só da criança. Ele se torna parte da família inteira e do entorno. Elas se veem ali com pertencimento, com a alegria de prestigiar seus filhos no palco, e as crianças se sentem felizes em se apresentar para quem amam.”