Veja o resumo da noticia
- Prefeitura de Salvador e CAF debatem modelos de negócios para a gestão do Teleférico do Subúrbio, parte do projeto Salvador Inclusiva.
- Reunião com Semob, Casa Civil, Sucop, Sefaz e FMLF destaca a importância de estudos técnicos e boas práticas internacionais.
- Secretário Pablo Souza enfatiza a complexidade do projeto, com estudos ambientais e sociais liderados pela FMLF.
- O projeto do teleférico, com investimento de US$ 100 milhões, visa reduzir o tempo de deslocamento no Subúrbio.
- Teleférico terá quatro estações, 4,3 km de extensão, 110 cabines e capacidade para 23 mil passageiros por dia.
- Além do teleférico, acordo com o CAF inclui investimentos em mobilidade urbana, inovação e qualificação profissional.

A Prefeitura de Salvador se reuniu com representantes do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), nesta terça-feira (24), para debater um estudo sobre modelos de negócios para a gestão do Teleférico do Subúrbio, modal que conectará bairros como Praia Grande, Pirajá, Campinas de Pirajá e a região do Mané Dendê ao metrô, em um trajeto de 4,3 quilômetros, com quatro estações.
A reunião foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e atende às etapas preliminares do projeto Salvador Inclusiva, que prevê melhorias no transporte público da capital baiana, através de uma parceria entre o poder público municipal e a instituição financeira.
Além da equipe técnica do CAF, a reunião contou com a presença de representantes da Semob, Casa Civil, Superintendência de Obras Públicas (Sucop), Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), responsável por elaborar o projeto do teleférico.
Sobre a reunião
O secretário de Mobilidade, Pablo Souza, explicou que a reunião é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do projeto.
“Não se trata apenas de uma operação para liberar um financiamento; há toda a transferência de boas práticas internacionais e todos os estudos técnicos feitos com o apoio dos melhores especialistas disponíveis no mercado, oferecidos pelo CAF”, detalhou o gestor.
A complexidade do projeto foi pontuada pelo titular da Semob, que apontou uma série de estudos ambientais e sociais desenvolvidos sob a liderança da FMLF.
“Hoje estamos todos reunidos para tratar sobre a operação do modal. Nos debruçamos, discutindo sobre os melhores modelos de negócios para trazer maior vantajosidade ao Município, entendendo que é uma área com um componente social diferente. É preciso ter esse olhar cuidadoso para poder prestar um excelente serviço”, afirmou.
O secretário da Casa Civil, Luiz Carreira, avaliou que o desenvolvimento do projeto está dentro do cronograma planejado.
“O projeto está indo muito bem e cumprindo os prazos previstos, o que contribui para a consolidação do melhor modelo em todos os aspectos”, disse.
Projeto
Para a construção do teleférico, haverá o investimento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões, na cotação atual). A previsão é de que as obras durem três anos.
As quatro estações serão em Campinas de Pirajá (ao lado da estação do metrô), no centro de Pirajá, no Rio Sena (dentro do projeto Mané Dendê) e em Praia Grande. Com 4,3 km de extensão, o teleférico terá 110 cabines sustentadas por 27 torres, transportando até 23 mil passageiros por dia.
Quem mora atualmente nos bairros mais altos do Subúrbio, a exemplo do Alto da Terezinha e de Plataforma, gasta entre 1h e 1h30 para chegar à estação de metrô de Águas Claras. Com o teleférico, esse tempo reduz para 18 minutos.
Inspirado em modais utilizados em cidades como La Paz e Medellín, o Teleférico do Subúrbio promete diminuir o tempo de deslocamento e oferecer um transporte mais sustentável e integrado à rede municipal. O equipamento deve todos os dias, com a tarifa incluída no modelo de integração atual e cabines panorâmicas com vista para a Baía de Todos-os-Santos.
Além do teleférico, o acordo firmado com o CAF, em 2025, inclui investimentos em mobilidade urbana, inovação tecnológica e qualificação profissional nos próximos cinco anos. Entre as ações, estão a ampliação de projetos de qualificação profissional, como Treinar Para Empregar, Salvador Tech, Salvador Criativa e Geração SSA. A meta é formar 100 mil profissionais para o mercado de trabalho.


