Veja o resumo da noticia

  • Mamografia é essencial para diagnóstico precoce do câncer de mama, principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil, com alta incidência anual.
  • A mamografia é padrão ouro global para rastreamento, detectando lesões iniciais e calcificações não visíveis em outros exames ou perceptíveis fisicamente.
  • Diagnóstico precoce via mamografia aumenta chances de tratamento menos invasivo e cura, pois muitos cânceres iniciais são assintomáticos.
  • SUS ampliou o acesso à mamografia para mulheres a partir dos 40 anos, alinhando-se às recomendações de sociedades médicas para rastreamento.
  • Em mamas densas, métodos complementares como ultrassonografia, tomossíntese ou ressonância podem ser utilizados, conforme indicação médica.
  • Nódulos, retrações, alterações de cor, coceira no mamilo e tumores na axila são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata.
Foto: Acervo Sabin
Foto: Acervo Sabin

No Dia Nacional da Mamografia, celebrado nesta quinta-feira, 5, o exame ganha destaque como a principal ferramenta para o diagnóstico precoce do câncer de mama, que permanece como a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a doença é a mais incidente no público feminino em todas as regiões do país, com estimativa de mais de 73 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

De acordo com Nara Fabiana da Cunha, médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, a mamografia é ouro no rastreamento da neoplasia mamária.

“Muitas lesões precursoras do câncer de mama só são visíveis na mamografia. É o caso de alterações muito iniciais, como algumas calcificações, que não aparecem em outros métodos e não são perceptíveis no exame físico”, explica.

Identificando a doença

A especialista destaca que a identificação da doença em fases iniciais é decisiva para aumentar as chances de tratamento menos invasivo e de cura.

“Grande parte dos cânceres de mama em estágio inicial é assintomática; ou seja, a mulher não sente dor, não percebe nódulos nem alterações visíveis. Por isso, mesmo sem sinais aparentes, é preciso manter os exames de imagem em dia”, afirma a médica.

Em 2025, o Ministério da Saúde passou a ampliar o acesso à mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS), indicando a realização a partir dos 40 anos. A mudança alinha as diretrizes do SUS às recomendações já defendidas pelas sociedades médicas, que indicam essa faixa etária como ideal para o início do rastreamento.

Embora a mamografia seja o exame principal, Nara Fabiana explica que, em alguns casos, outros métodos podem complementar.

“Em pacientes com mamas densas, por exemplo, pode haver limitação na visualização de algumas alterações. Nesses casos, procedimentos como a ultrassonografia, a tomossíntese ou a ressonância magnética ajudam a completar a avaliação, sempre de acordo com a indicação médica”, pontua.

A radiologista também chama atenção aos sinais que exigem avaliação imediata.

“Nódulos palpáveis, retrações da pele, mudanças na coloração da mama, coceira persistente no mamilo ou presença de tumoração na axila são sinais de alerta. Diante de qualquer alteração, a orientação é procurar o médico o quanto antes, sem esperar o próximo exame de rotina”.