Veja o resumo da noticia
- Prefeitura de Salvador encaminha projeto de lei à Câmara para reajuste do piso salarial de professores.
- Aumento de 5,4% proposto retroativamente a janeiro, conforme o piso salarial nacional vigente.
- APLB-Sindicato questiona o envio do projeto sem debate sobre o reajuste salarial de 2026.
- Dirigente sindical critica pendências do acordo de 2025 e a necessidade de iniciar a campanha de 2026.

Na tarde desta quarta-feira (4), a Prefeitura de Salvador encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que concede reajuste do piso salarial nacional para os professores da rede municipal de ensino. O texto prevê aumento de 5,4% com efeito retroativo ao mês de janeiro. No entanto, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato) estranharam o gesto do prefeito Bruno Reis (UB) e do secretário municipal de Educação, Tiago Dantas.
Uma das diretoras da APLB-Sindicato, Ciclea Oliveira usou as redes sociais para questionar o envio do projeto de lei sem que a categoria tenha iniciado o debate sobre reajuste salarial para o ano de 2026.
“Quero avisar aqui ao prefeito e ao secretário que a campanha salarial de 2026 ainda nem começou, porque, de fato, a gente ainda nem terminou a campanha salarial de 2025. A maioria dos itens daquele acordo [de 2025] ainda não foi colocada em prática. A gente tem cobrado insistentemente, porque a gente precisa começar a campanha salarial de 2026, que já vai juntar com itens de 2025”, contextualizou a dirigente sindicalista.
Ainda em tom de ironia, Ciclea parabenizou os dois gestores municipais pelo cumprimento da lei em propor o reajuste acompanhando o piso nacional do salário dos professores. A diretora lembrou que um ofício (foto acima) já havia sido enviado pelo sindicato ao prefeito Bruno Reis solicitando o cumprimento do reajuste do piso nacional da categoria.


